maio 26, 2018

Perguntas Frequentes

A amostra deve ser colocada em frasco devidamente identificado com formol a 10% (ver item “SOLUÇÃO FORMOL”) em volume de cinco a dez vezes maior que o da amostra, que deve ficar completamente coberta pelo líquido. Biópsias de locais diferentes (braço, perna, esôfago, estômago, fundo gástrico, antro gástrico) devem ser colocadas em frascos distintos.

No caso de tumores, margens cirúrgicas específicas devem ser marcadas com fios cirúrgicos devidamente identificados.

Assegurar-se de que o frasco fecha hermeticamente. As amostras assim fixadas, se o volume de formol é adequado, ficam conservadas por tempo indeterminado.

Material: enviar o material colhido na própria seringa ou em frasco hermético encaminhados imediatamente ao DLC Diagnósticos. Se não for possível, acrescentar volume idêntico de álcool etílico no mínimo a 92° ou guardar em geladeira. Rotular a seringa e/ou o frasco com nome e idade do paciente.

Informações clínicas: principalmente volume total de líquido removido, quadro clínico e hipóteses diagnósticas.

IMPORTANTE: amostras com mais de 4h à temperatura ambiente ou mais de 24h na geladeira devem ser descartadas.

Requisitos:

1 – Em relação à mulher:

– Não ter mantido relação sexual nas últimas 24h;
– Não estar usando duchas ou medicamentos intra-vaginais nas últimas 48h;
– Não estar menstruada.
 Infomações clínicas importantes:
– Nome completo e idade.
– Data da coleta;
– Queixas da paciente;
– Data da última menstruação;
– “Estado” hormonal (gravidez, menopausa, etc);
– Utilização de hormônios;
– Uso de DIU;
– História prévia de neoplasia intra-epitelial, “displasia”, carcinoma de colo ou outros tumores;
– Uso de quimioterapia sistêmica;
– Uso de radioterapia pélvica;
– História de tratamento cirúrgico ginecológico prévio (incluindo criocirurgia e eletrocoagulação);
– Resultados de exames cito e histológicos prévios anormais; – Anormalidade ao exame físico ou colposcopia;
– Fatores de risco para carcinoma de colo (atividade sexual precoce, número de gestações, DST, etc.)

2 – Procedimentos:
– Identificar a lâmina com o nome ou as iniciais da paciente na parte fosca (INDINSPENSÁVEL! Norma de Segurança!);
– Identificar o tubete com o nome ou as iniciais da paciente;
– A coleta do material em geral é feita com a paciente na posição convencional para exame ginecológico. Utiliza-se espéculo esterilizado ou descartável de tamanho apropriado (que pode ser lubrificado com água, mas não cremes ou pomadas), levando em conta a idade da paciente, sua experiência sexual e a presença de atrofia vaginal, evitando-se pressionar a parede anterior da vagina, onde estruturas sensitivas podem provocar dor;
– A posição do espéculo deve permitir a total exposição do colo, que pode ser facilitada com chumaço de algodão ou gaze presa a uma pinça. Após o correto posicionamento do mesmo, muco excessivo ou corrimento devem ser removidos com a colocação de gaze sobre o colo. Não deve ser usado soro fisiológico para lavar o colo, evitando-se diluição das células no esfregaço. A amostra deve ser obtida antes da aplicação de ácido acético, lugol ou azul de toluidina;
– A critério clínico, pode ser colhida uma amostra do fundo do saco vaginal posterior com a ponta redonda da espátula de Ayre. O esfregaço pode ser feito sobre a metade mais próxima da ponta fosca da lâmina, no sentido transversal, ou ocupar toda a extensão da lâmina;
– Obrigatoriamente com a ponta irregular da espátula centrando a parte mais alta no OE e rodar a mais baixa em toda a extensão da mucosa ectocervical delicadamente (para não provocar sangramento). Esfregar o material obtido no restante da lâmina do esfregaço anterior no caso deste ter sido colhido;
– Para a coleta endocervical, usar a escovinha no orifício cervical fazendo movimento rotatório de 360 graus e esfregar no espaço restante da lâmina, também perpendicularmente ao do OE. No caso da coleta ter sido tríplice, este esfregaço deve ser feito numa 2a ou 3a lâmina;
– Imergir a(s) lâmina(s) IMEDIATAMENTE no tubete com a solução alcoólica ou espalhando o spray fixador, evitando-se a dessecação (desidratação) das células, que é prejudicial à análise. Os esfregaços são viáveis por tempo indeterminado, desde que cobertos pelo fixador;
– Preencher a requisição ou guia do exame com o máximo de informações pertinentes;

– Orientar adequadamente a paciente quanto ao objetivo do exame, enfatizando a necessidade do retorno.

NUNCA! É sempre fundamental que haja interação estreita entre os clínicos e patologistas.

  1. Para definir fatores prognósticos em tumores, visando conduta terapêutica.
  2. Esclarecer histogênese de neoplasias pouco diferenciadas.
  3. Identificar tumor primário em caso de lesões metastáticas.
  4. Pesquisar agentes etiológicos.
  5. Confirmar/afastar malignidade em lesões duvidosas (biópsias prostáticas, por exemplo).
  6. Confirmar/afastar componente invasivo em casos duvidosos (tumor mama, próstata, por exemplo).
  7. Outros.

As biópsias pequenas incluem:

1- Fragmentos de lesões ou tecidos obtidos por biópsias incisionais (pele, colo uterino, etc), “punchs”, biópsias com agulha grossa/”core” (próstata, mama, outros), biópsias endoscópicas (estômago, cólon, pulmão, pleura, etc), material de “shaving”, etc.

2- A totalidade de lesão, como no caso de cistos, pequenos tumores de gordura, tumor de pele, pólipos (nariz, intestino, etc), obtidas por exérese/excisão/ressecção (biópsias excisionais).

Os patologistas são os médicos responsáveis por laudos considerados definitivos para efeito da conduta terapêutica e do prognóstico dos pacientes.
A qualidade desses laudos presume, além da necessária competência do especialista, uma série de condições prévias: amostras adequadas, informações clínicas pertinentes, processamento técnico correto, agilidade na informação, etc. Qualquer falha nas múltiplas etapas dessa corrente pode impedir ou limitar a exatidão e a prontidão dos laudos.

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